Corpo de Bombeiros de Minas Gerais adquiri simulador de incêndio

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais adquiri simulador de incêndio

Renan Contrera | São Paulo

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais adquiriu um simulador para instrução e observação dos efeitos do fogo durante o combate aos incêndios. Minas é o terceiro Estado a possuir um simulador para este tipo de treinamento, o outro Estado é o Espírito Santo e o Distrito Federal. O simulador é uma espécie de container, está instalado no Pelotão Ceasa, pertencente ao 2º Batalhão de Bombeiros Militar. Foi adquirido em julho de 2014 por meio de um convênio entre o Corpo de Bombeiros e a Central de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas). A parceria da Ceasa e de empresas particulares adquiriu o simulador por R$ 8,5 mil e investiram, ainda, R$ 17 mil para instalação.

Os Bombeiros de Minas Gerais tiveram contato com o container após participarem de um seminário de combate a incêndio em Brasília. “A utilização de jatos atomizados, a aplicação de água em ambientes fechados, a observação dos movimentos do fogo e dos gases tóxicos, são algumas das possibilidades de treinamento”, afirma o com andante do pelotão Ceasa, Subtenente Rogério da Rocha Gomes. As diferenças de instrução proporcionadas pelo simulador estão relacionadas ao contato do combatente com o calor e com o fogo característicos das ocorrências em ambientes confinados. Com ele, é possível chegar a temperaturas de 800 graus, e de fato, testar as funções dos roupões de combate a incêndio e do aparelho de respiração autônomo. Durante as instruções são transmitidas técnicas de atuação em locais sujeitos a um flashover (incêndios que se desenvolvem de forma mais rápida do que a esperada) e backdraft (explosão causada pela diminuição de oxigênio no local e a altas concentrações de gases inflamáveis). Ainda, o militar pode observar de forma controlada a evolução do incêndio com a movimentação dos gases inflamáveis e a aplicabilidade dos jatos d’água de forma otimizada. Dessa forma, o bombeiro adquire maior confiança e segurança na hora do combate real.

Em Minas Gerais, apenas o Tenente Paulo Henrique Camargos Firme é habilitado como instrutor, após passar por um treinamento no Corpo de Bombeiros de Brasília. De acordo com o Tenente Firme, a importância do container é possibilitar a aprendizagem por meio da prática. “A ambientação do bombeiro com o calor e a consciência da utilização dos equipamentos de segurança, além do contato mais realista com situações que irão encontrar no incêndio.” Os planos futuros são o treinamento do efetivo do Corpo de Bombeiros e de Brigadas de Incêndios, como a da Cidade Administrativa, que tem hoje cerca de 1,2 mil integrantes e é considerada a maior brigada de incêndio da América  Latina.

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