Capitão Palumbo vê indí­cios de incêndio noscrimio em favela

Capitão Palumbo vê indí­cios de incêndio noscrimio em favela

Capitão Marcus Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, deu uma entrevista hoje ao site G1, indicando que há indícios de que o incêndio do último domingo (7), na favela do Piolho, na Zona Sul de São Paulo, tenha sido criminoso.

“Eu vou para um combate a um incêndio com 239 mil litros de água e me dizem que não tinha água. É a mesma coisa que afirmarem que um cirurgião vai para uma cirurgia sem o bisturi” diz o comandante, afirmando que não houve falta de água no combate às chamas. O fogo destruí centenas de barracos e deixou cerca de 600 famílias desabrigadas.

Para Palumbo, há três indícios de que o incêndio na favela tenha sido criminoso. Segundo ele, o chamado para a ocorrência se deu às 21h de domingo e a primeira equipe chegou ao local às 21h04. “As chamas já estavam alta no interior da comunidade. Não houve tanto tempo a partir do chamado aos bombeiros para que as labaredas estivessem tão alta daquele jeito”, ressaltou.

Em seguida, Palumbo destacou o comportamento de um grupo que recebeu os bombeiros com pauladas, pedradas e até disparos de arma de fogo. “Um bombeiro chegou a ser alvejado, mas não foi atingido, e o outro levou uma coronhada. Para combater o fogo, nós tínhamos de entrar na favela, porque a água evaporaria se a jogássemos de longe com as mangueiras, tal o calor que já estava o incêndio. E quando eles entraram na comunidade foram recebidos por este grupo. Não me lembro de ter acontecido isso em 20 anos de corporação”, disse.

O Capitão lembrou ainda que, em incêndios anteriores em favelas, os moradores costumam relatar incidentes corriqueiros, como panelas esquecidas no fogo, curto-circuitos e aparelhos ligados, para justificar o início dos sinistros. Segundo ele, nenhum morador se manifestou, desta vez, sobre o ocorrido.

   NOTA À IMPRENSA

   Na tarde desta segunda-feira a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, soltou uma nota à imprensa, com palavras do Comandande Geral do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Coronel Marco Aurélio.

Segue a íntegra:

Sobre o incêndio na favela do Piolho, na Zona Sul de São Paulo, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Marco Aurélio Alves Pinto, informa que, em momento algum, faltou água para o combate ao fogo. Isso porque havia, no local, 36 viaturas do Corpo de Bombeiros, com 96 homens e abastecidas com 239 mil litros de água. Esta equipe, além de iniciar o combate ao fogo, traçou a estratégia para extinguir o incêndio. É importante lembrar que a primeira viatura a chegar à favela às 21h04 (quatro minutos após o acionamento) teve dificuldades para agir porque foi recebida por pedradas e tiros disparados por marginais que vivem na comunidade. Esta dificuldade inicial deu a impressão de haver falta d´água.

Sobre a imagem veiculada pela TV Globo, em que uma mangueira é mostrada “sem pressão” suficiente, é preciso esclarecer que a cena se refere ao momento inicial de uma conexão feita com um dos caminhões-reservatórios levados pelos Bombeiros ao local. Esta operação dura cerca de 10 minutos, é feita várias vezes durante um incêndio desta natureza e, na imagem em questão, não comprometeu o trabalho dos bombeiros.

É importante esclarecer, também, que houve um problema operacional em um dos hidrantes. No entanto, tal problema não comprometeu os serviços de combate ao incêndio. É lamentável, por isso, perceber que alguns setores estão usando a imprensa, sabe-se lá com que fins, para atacar o respeitável trabalho do Corpo de Bombeiros, que mais uma vez atuou para preservar e salvar vidas.

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