Substituição da albumina em pacientes com sepse grave ou choque séptico

Durante décadas, a albumina humana foi administrada aos pacientes para fornecer pressão oncótica adequada e volume intravascular. Entretanto, no 1998, um relatório dos revisores da albumina do Cochrane Injuries Group indicou que a administração de albumina pode ser potencialmente prejudicial em pacientes críticos, em comparação com a administração de soluções cristaloides. Meta-análises subsequentes relataram achados contraditórios.

Para esclarecer esta questão, foi realizado um grande estudo randomizado, duplo-cego (estudo Saline versus Albumin Fluid Evaluation [SAFE]), no qual a solução de albumina 4% foi comparada com solução salina normal como solução salina normal como reposição hídrica em pacientes críticos, com resultados indicando que a administração de albumina era segura. Uma análise de subgrupo predefinida mostrou que pacientes com sepse grave recebendo albumina apresentavam um risco de morte menor, embora não significativamente menor, do que aqueles que receberam solução salina normal. Além disso, um estudo subsequente apontou um benefício potencial de manter a albumina sérica em um nível superior a 30 g por litro em pacientes críticos.

Há uma justificativa convincente para as vantagens potenciais da administração de albumina durante sepse grave. A albumina é a principal proteína responsável pela pressão osmótica coloidal no plasma; atua como portador de vários compostos endógenos e exógenos, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e como eliminador de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio e opera como uma molécula tampão para o equilíbrio ácido-base. Portanto, realizamos um estudo controlado e randomizado para investigar os efeitos da administração de albumina e cristaloides, em comparação com os cristaloides isolados, visando um nível sérico de albumina de 30 g por litro ou mais em uma população de pacientes com sepse grave…

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