Avaliação pré-hospitalar com ultrassom em emergências: implementação em campo

JUSTIFICATIVA: O ultrassom no local de atendimento (US) é uma ferramenta comprovada de diagnóstico por imagem no departamento de emergência (DE). Os modernos dispositivos dos EUA agora são mais compactos, acessíveis e portáteis, o que levou ao aumento do uso em ambientes austeros. No entanto, estudos que apoiam o uso da US no ambiente pré-hospitalar são limitados. O desfecho primário deste estudo piloto foi determinar se os paramédicos poderiam realizar ultrassom cardíaco no campo e obter imagens adequadas para interpretação. Um desfecho secundário foi se os paramédicos podiam identificar corretamente a atividade cardíaca ou a falta dela em pacientes com parada cardíaca.

MÉTODOS: Realizamos um estudo educacional prospectivo utilizando uma amostra de conveniência de paramédicos profissionais sem experiência com ultrassom. Os paramédicos elegíveis participaram de uma sessão de uma hora do 3 nos EUA no ponto de atendimento. Os paramédicos usaram o US durante chamadas de emergência e salvaram os exames para possíveis queixas cardíacas, incluindo: dor no peito, dispnéia, perda de consciência, trauma ou parada cardíaca.

RESULTADOS: Quatro paramédicos de dois postos de bombeiros distintos registraram um total de pacientes únicos 19, dos quais o 17 foi considerado adequado para a tomada de decisão clínica (89%, 95% CI 67% –99%). Os paramédicos registraram com precisão os casos 17 de atividade cardíaca (100%, 95% CI 84% –100%) e 2 casos de parada cardíaca (100%, 95% CI 22% –100%).

CONCLUSÃO: Nosso estudo piloto sugere que, com um treinamento mínimo, os paramédicos podem usar a US para obter imagens cardíacas adequadas para interpretação e diagnóstico da parada cardíaca. São necessários mais ensaios clínicos em larga escala para determinar se a US pré-hospitalar pode ser usada para orientar o atendimento a pacientes com queixas cardíacas.

PALAVRAS CHAVE: Ultrassonografia pré-hospitalar; Ultra-som cardíaco; Ecografia de emergência World J Emerg Med 2016; 7 (2): 117 – 123

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